Terça-feira, Junho 21, 2005

Rotina



Era disso que eu tinha medo, do que não fica para sempre...
Hoje foi mias um daqueles dias que não saí de casa. Aqueles dias decadentes e tristes que nos poem a pensar. E pergunto-me porque afinal quando tou de férias tenho dias que nem saiu? Porque será que os dias ficam vazios, porque será que acho tudo entediante, o cansaço mental, as noites enormes com poucas horas de sono? Porque será que estes dias parecem infindáveis e invejo os tempos de aulas?
E vejo que sinto falta daquilo que me ocupava o tempo, daquilo que nos enche a vida, a rotina. Aquelas coisas rotineiras que fazem com o tempo se ocupe sem darmos por isso. A rotina traz ocupação, apesar de ás vezes acharmos uma coisa má, ele torna-se essencial para a nossa existencia. Claro que não vivo para a rotina, para a minha ocupação, mas uma boa parte para as pessoa que gosto. Mas elas ocupam apenas um fragmento do tempo livre que temos. Precisamos de algo que ocupe os tempos que sem ela se tornariam pesados, pois nunca os poderiamos desfrutar convenientemente. Claro que gosto de me oferecer uma tarde para não fazer nada, mas isso é quandoa rotina ocupa realmente o teu tempo, traz o cansaço, e muitas vezes a satisfação. Não gosto destes dias, tornam-se pesados, não agoiram nada de bom. Procuro na rotina a minha vida, porque é ela, com tudo o que faço que me espera a cada dia que passa. É para ela que corremos todos os dias, é para ela que caminhamos para nos incentivar a aproveitar o tempo livre que temos, as pessoas. Já sinto falta de encontrar os amigos no comboio, de ir a conversar para a faculdade, ir no autocarro apertadinha (bem disso não tenho mtas sdds diga-se de passagem, aquelas curvas matam-me), chegar à fac e ir ter com o resto do grupo falar mal (na brincadeira) do que se tiver atrasado, e tomamos o epqueno almoço a olhar para o relógio a ver se não nos atrasamos. O voltar, amaldiçoar o transito no marques e correr para o comboio que normalmente perco. Pensar que estas coisas é que nos preeenchem a vida, a escola, o trabalho, a casa, a familia.
Nos dias como hoje, é como aqueles dias que contrariam o nosso estado de espirito, um sol radioso quando devia chover. Nestes dias penso sempre que estes dias nunca terminam, que amanha será ainda pior, que nunca terei a minha casa, a minha própria familia. Afinal não sou assim tão especial né?
E depois penso, tou mm parva. Não sou especial porque? Afinal é o contrário. Eu tenho atitude, gosto de mostrar que sou bonita, gosto de ter personalidade vincada, e que tirando quando tenho os meus dias tristes, tenho uma alegria contagiante, um sorriso esplendoroso e que sou uma pessoa especial. E depois penso, só não vou ter aquilo que não quiser. Se eu quero ter um marido, uma casa, uma familia e um trabalho que me preencha, posso e quero te-lo. E dos meus sonhos eu não abdico, e apesar de parecer, eu nunca vou desistir de mim mesma.
Ps- Tá na descrição do blog, pa quem me conhece, o porque do Sininho.